Na semana em que morreu um génio, Stephen Hawking, é importante pensar de que matéria é feita a genialidade do mundo. Há uma espécie de vírus que contamina os cérebros de potenciais líderes, potenciais investigadores, potenciais educadores…com pensamentos amorfos. Ser inteligente há muito que não é cool ou visto como algo a atingir. Ser cool é outra coisa. A superficialidade da vida é exposta em todas as redes sociais como se de uma competição de estilo de vida se tratasse. Se existisse uma concentração mínima de 5% de todos os intervenientes neste planeta nas coisas que fariam o mundo mudar, provavelmente estaríamos todos a viver algo mais próximo da igualdade.

Partindo da premissa que vimos todos de meios diferentes, a quem são concedidas oportunidades diferentes, todos estamos expostos a estímulos que nos podem levar para caminhos alternativos. É da alternativa que vive o molde da nossa consciência. Na necessidade de pertença pode perder-se a nossa capacidade de almejar mais do que aquilo que temos na mão. É também nessa necessidade de pertença que penso que se perde muita da genialidade que compõe o ser humano.

Quando há exemplos como este, onde uma pessoa a quem foi diagnosticada uma doença rara e a quem foi dada uma notícia de fatalidade, de ter menos de três anos de vida, que com uma enorme fúria de viver foi vivendo mais quase 5 décadas do que “deveria”, é preciso parar e pensar o que andamos a fazer com as nossas vidas sãs. Será que há desperdício nas nossas horas e minutos? Será que nos andamos a dedicar ao que efectivamente faz sentido? Sendo também o que é que faz sentido uma questão a colocar. Será que nos colocamos questões suficientes? Ou será que somos suficientes na forma de abordar o quotidiano e o futuro que nos resta? Será que a suficiência exterminou a excelência?

Moralismos à parte

Não há, aqui, a pretensão de indicar que caminho devemos tomar. O meu texto deseja apenas, furiosamente, mexer no vosso intelecto. Fazer-vos repensar e reorganizar os vossos ideais. No fim, andamos todos demasiados preocupados não com o próximo, mas com o que o próximo pensa de nós. Sendo que na verdade poderá nem haver proximidade nenhuma. Então com isto da internet, o próximo se calhar está lá no outro lado do mundo. Coisas da globalização.

Nesta triste ilusão de um mundo livre e que vivemos na melhor época de sempre, com um acesso instantâneo à informação, é importante não esquecer que essa realidade não existe para todas as pessoas no planeta. E que parte da nossa genialidade deveria ser imersa nestes problemas para trazer à tona alguma substância e, quem sabe, soluções.

Pensemos na nossa última semana. Quantas dessas horas foram úteis para tornar este mundo, um mundo melhor? #naive #unicornlover

Photo Credits: Jared eberhardt

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